Comportamento autodestrutivo

Geralmente, isso ocorre quando há um grande componente de raiva reprimida. Na realidade, esses impulsos agressivos são direcionados para o outro, mas por algum motivo é impossível expressá-los.

Nesses casos, a agressão acaba se voltando contra si mesmo. Dessa forma, a pessoa aprende a se comportar como o seu pior inimigo e se configuram as personalidades autodestrutivas.

Características das pessoas autodestrutivas

Crenças negativas

As crenças autodestrutivas incluem todos os pensamentos destinados a subestimar uma pessoa, impedir o seu avanço ou desvalorizar as suas conquistas.

Passividade e incompetência forçada

Neste caso, a passividade tem a ver com a incapacidade de reagir diante de uma situação ou circunstância que lhe causa danos. A pessoa percebe que é algo negativo, mas não toma medidas para deter ou controlar o seu efeito. Por exemplo, isto ocorre quando não nos defendemos contra abusos ou agressões.

Distúrbios alimentares

A maneira como nos alimentamos diz muito sobre o que pensamos e sentimos sobre nós mesmos. Comer o que sabemos que nos faz mal é algo muito comum de acontecer. Não comer é uma maneira por meio da qual muitas pessoas se machucam. Não alimentam o seu corpo com os nutrientes de que ele precisa para se manter saudável.

O mesmo acontece no extremo oposto. Comer demais acarreta diferentes problemas de saúde, tanto a curto quanto a longo prazo.

Agressividade com o outro e pena de si mesmo

As pessoas autodestrutivas geralmente desenvolvem atitudes hostis ou nocivas em relação aos outros. Elas criam conflitos desnecessários ou são grosseiras, rudes, invejosas, fofoqueiras, etc. Elas veem o outro, fundamentalmente, como uma fonte de confronto.

Autolesão e o abuso de substâncias

Algumas autolesões são evidentes e outras nem tanto. Algumas pessoas se machucam deliberadamente: se cortam ou arrancam os cabelos. Elas também se expõem a situações de risco, o que provoca acidentes frequentes. Outras vezes, isso é feito de forma menos óbvia: como uma tatuagem dolorosa ou um piercing em uma parte muito sensível do corpo.

Há também autolesão quando abusam de substâncias que danificam o corpo. O caso mais óbvio é o uso excessivo de drogas, como o álcool. As dependências são altamente autodestrutivas e, em seu grau extremo, sempre levam à morte.

Suicídio social

O suicídio social ocorre quando os laços afetivos são cortados. Geralmente é um processo gradual: primeiro há uma relutância em estar com os outros e, pouco a pouco, isso se traduz em um isolamento progressivo. As pessoas autodestrutivas não se isolam somente, mas também desenvolvem uma série de comportamentos que irritam os outros.

Emoções reprimidas e ajuda negada

Para a pessoa autodestrutiva, é muito difícil ser honesta consigo mesma. Ela não consegue reconhecer os seus sentimentos e emoções, mas tenta inconscientemente mantê-los escondidos. Faz todo tipo de racionalizações para justificar o seu comportamento e se recusa a admitir que tem um problema. Pode reagir agressivamente se receber conselhos ou alguém insinuar que a mudança de certos comportamentos pode melhorar a sua vida. O que essas pessoas querem é ‘não estar bem’ e, se possível, que os culpados sejam as circunstâncias ou as outras pessoas.

Negligência física e mental

As pessoas autodestrutivas muitas vezes se esquecem do seu próprio corpo. Elas não realizam nenhuma atividade física e têm uma opinião muito negativa sobre o próprio corpo e, é claro, sobre o prazer físico envolvido, como por exemplo, na sexualidade. A falta de cuidados com o corpo é uma manifestação da pouca apreciação que elas sentem por si mesmas.

Não se esforçam para resolver os problemas que estão na sua mente. Se têm insônia, aceitam passivamente; se experimentam desconforto emocional, optam por se vitimizar em vez de procurar um caminho que lhes permita resolvê-lo.

Sabotagem dos relacionamentos

No fundo, as pessoas autodestrutivas não se sentem dignas de amor. De fato, a sua autoestima é muito baixa. É por isso que, de alguma forma, não toleram um relacionamento onde tudo corre bem. Curiosamente, se elas se sentem amadas ou apreciadas, farão tudo o que estiver ao seu alcance para acabar com isso. Elas se sentem melhor no papel de vítimas do que no papel de afortunadas; preferem ter um motivo para se queixar.

Além disso, é provável que se tornem caprichosas ou exigentes. Elas tentam por todos os meios que a outra pessoa se convença de que não vale a pena manter um vínculo com elas, ou de que o carinho que recebem não tem fundamento. Sabotar os relacionamentos positivos é uma maneira de permanecer em uma posição autodestrutiva.

Esse tipo de comportamento demonstra experiências mal resolvidas e dificuldades na estruturação da autoimagem. As pessoas autodestrutivas são, sobretudo, vítimas de si mesmas. Elas estão presas no domínio imposto por uma pessoa ou circunstância contra a qual não puderam se defender. É como se uma pessoa estivesse presa dentro de um espelho que a refletisse de forma distorcida.

Na verdade, as características das pessoas autodestrutivas indicam dificuldades com a sua autoestima. Mas além disso, há uma dificuldade na autopercepção: se ver de uma maneira mais construtiva envolve desafiar uma figura de autoridade ou um mandato determinado. Por exemplo, por trás dessa posição está o medo inconsciente de ser mais feliz do que o pai ou a mãe; ou de provar que uma “verdade” religiosa não é tão verdadeira. Seja qual for o caso, exige tratamento profissional.

Fonte: A mente é maravilhosa e Emeli Scabeni

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