O que é incômodo e não é reparado se repete

Não existe nenhuma fórmula que nós podemos utilizar para evitar que algo que nos desagrade e que seja incômodo não aconteça, já que tanto as experiências felizes quanto as tristes estão destinadas a ocorrer em algum momento concreto de nossas vidas.

É impossível e pouco viável querer sempre estar bem ou fazer com que os acontecimentos sempre nos tragam sorrisos, já que a realidade é que os acontecimentos que nos fizeram lamentar também nos ensinaram algo: somos capazes de nos levantar uma vez atrás da outra e, ao mesmo tempo, estamos providos de ferramentas para suportar as quedas.

Justamente por isso sempre precisamos enfrentar aquilo que nos incomoda e buscar uma forma de reparar tal situação. Não podemos nos esquecer de que se nós temos dentro de nós a força suficiente para suportar o mal, somos igualmente resistentes para enfrentá-lo e encerrá-lo por completo: lembre-se de que o que não é bem amarrado sempre consegue escapar de onde está, e isso tem consequências.

É normal que você queira fugir do que é incômodo

A tentação de escapar do que nos incomoda é quase sempre muito grande. Como seres humanos, temos certos instintos e eles nos dizem que, diante da percepção de uma ameaça, as respostas são duas: fuga ou luta. No entanto, a maioria das ameaças que nós enfrentamos não são leões ou serpentes e requerem, portanto, uma resposta mais complexa.

É totalmente compreensível que, se estamos quebrados por dentro, sintamos que a solução mais fácil é a de sair correndo, enquanto desejamos que o tempo se encarregue de fazer com que as coisas voltem ao seu lugar. Em casos assim, a única coisa que queremos é voltar a estarmos emocionalmente bem, sem correr o risco de nos ferirmos ainda mais.

Desmoronar implica, necessariamente, uma mudança interior que, inicialmente, não entendemos e que nos descola por completo. Esta mudança torna-se incômoda se, além de tudo, não conseguirmos dar a ela a importância e o tempo que ela merece: precisamos voltar a nos construir e isso leva a um processo que somos obrigados a seguir para que a dor não se repita ao olharmos para trás.

Aquilo do que você foge irá acompanhá-lo

Somos obrigados a seguir o processo porque se tentarmos fugir dele, cedo ou tarde vamos nos dar conta de que ele estava nos acompanhando desde sempre. Inclusive, se tentamos ignorar o processo pensando em outra coisa, não o teremos eliminado e ele ainda estará aí.

Provavelmente, sair correndo nos dá a perspectiva ideal para podermos olhar o que acontece conosco de outra maneira, e isso é bom. O que acontece é que, no final das contas, sempre chegaremos ao mesmo ponto: dizer adeus à dor, encontrar a vontade para escutar cuidadosamente a nós mesmos e decidirmos ser corajosos diante da situação que não nos permite continuar seguindo nosso caminho.

O que você não aprende se repete

Quando chegar o momento e tivermos aprendido a lidar com o que é incômodo, teremos aprendido muito mais do que podíamos pensar no primeiro momento: de qualquer forma sairemos fortalecidos com estas circunstâncias que enfrentamos na vida, em toda a sua profundidade.

Se, do contrário, permitirmos que aquilo que nos bloqueia continue presente, teremos as mãos e os pés amarrados ao chão e, apesar de pensarmos que estamos nos movendo, não estaremos. A covardia, nesse caso, não é ter medo do problema, mas sim não fazer nada para superá-lo, pois corajoso é aquele que decide enfrentar suas feras.

Tudo aquilo que é incômodo e abandonamos à sorte se repetirá, esperando que nós tomemos alguma decisão e voltemos a nos sentir bem. Continuará nos chamando quando nos sentirmos fracos e não irá embora até que nos despeçamos por completo: algo que implica chorar, caso seja necessário.

Fonte: A mente é maravilhosa

*ThetaHealing Institute of Knowledge® e Think®: trademarks of Nature Path Inc

**ThetaHealing® and ThetaHealer® are registered trademarks of THInK at http://www.thetahealing.com

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