Irritação

“A irritação é uma emoção muito intensa que sequestra o cérebro. Quando a irritação toma conta, faz a nossa memória se reorganizar a ponto de nos fazer esquecer, em plena discussão, porque esta começou.”
-Daniel Goleman-

Por trás de toda irritação há algum grau de frustração. Nós nos irritamos porque nos sentimos incapazes de controlar alguma situação ou pessoa. Isso é claro. Também é claro que todos nós, absolutamente todos, temos momentos de mau humor de vez em quando. Pequenas explosões de caráter que podem ser muito saudáveis quando são originadas por uma causa razoável.

Mas o que acontece quando a irritação não acaba? Quando permanecemos quase todo o tempo com a testa franzida, os olhos entreabertos e procurando alguma briga? Será que pertencemos a esse grupo de “resmungões por natureza” ou há algo mais aí?

A resposta é uma só: por trás de uma irritação frequente, há mais do que uma frustração passageira; o que se esconde é uma depressão encoberta.

Comecemos defendendo que nem toda perspectiva de irritação é ruim, pois pode ser decisiva, às vezes, para oxigenar o corpo. Contudo, existe uma linha muito tênue que divide esse ponto de vista daquele outro que diz que nem sempre somos capazes de nos controlar.

É desta face mais negativa que iremos tratar a seguir: é o lado que chega com a ira e a raiva, revelando a parte mais obscura de nós mesmos. Neste sentido, quando nos irritamos assim estamos agindo com uma reação voluntária – portanto evitável – diante de uma provocação alheia: ninguém nos enfurece, enfurecemos a nós mesmos.

A irritação crônica

Em algumas ocasiões, o mau humor não é algo de momento, mas se estende por semanas, meses ou anos. Às vezes, o incomum não é que tenhamos esses incêndios repentinos em nosso caráter, mas sim que consigamos manter a serenidade. A irritação vai se transformando em nossa maneira normal de ser diante da vida. Tudo nos incomoda, ficamos irritáveis e perder a calma é o que acontece com mais frequência.

Nesse caso, a irritação não está direcionada contra uma pessoa ou uma situação em particular. A pessoa simplesmente sente tudo o tempo todo, experimentando intolerância, aborrecimento e tédio.

Por sua vez, se expressa por meio das atitudes clássicas: gritar, permanecer inquieto, tenso, ter sempre à mão um comentário de autodesqualificação ou de crítica para os demais. Fisicamente, manifesta-se por meio do cenho franzido permanentemente, problemas digestivos e, muito provavelmente, dificuldades para dormir adequadamente.

Se esse é o seu caso, o mais provável é que não esteja irritado com o mundo: na realidade, está irritado consigo mesmo.

As razões que lhe impulsionaram a criar inimizade internamente com o que você é certamente tem a ver com os modelos mentais que gerencia inconscientemente. Há parâmetros que você escolheu para avaliar a si mesmo, sem ter muito claro o porquê, e que só estão servindo para reprovar a si mesmo mais uma vez. Também há experiências não resolvidas em seu passado. Por isso você se irrita, mas não sabe.

O fogo e a chama

Não é o caso de entrar e analisar aqui todas as possíveis razões pelas quais você decidiu se transformar em um dos seus piores inimigos. Está na profundidade da sua mente, no mais remoto da sua história. Mas o que, sim, podemos esboçar é pelo menos uma pergunta “por que são tão válidas as razões que o levam a manter-se irritado?”

Esqueça os demais, porque eles nunca vão se comportar exatamente como você quer ou pensa que devem se comportar. Os outros são somente uma desculpa que você utilizou para poder expressar a sua irritação. Não são as suas falhas, nem a crise econômica, nem a tensão bélica na Coréia que lhe deixam irritado.

Simplesmente, você tem uma ideia do “dever ser” na vida e não consegue se ajustar a ela. Isso faz com que se sinta terrivelmente mal; você não só se julga severamente, mas também se culpa e se atormenta. Paradoxalmente, seu ego gigantesco não o permite que se compreenda, nem que se perdoe.

A ira é como um fogo interno que arde. Um elemento capaz de dar calor ou de arrastar o que se encontre pelo seu caminho. Essa raiva indefinida é também uma força interna da qual não conseguiu se apropriar. Pode ser o motor de grandes ações, mas também a brasa onde se consomem os melhores momentos da sua vida.

A irritação deixa de ser positiva quando se torna tóxica pela falta do controle que podemos exercer sobre ela. Quando você deixa de ter o controle e o transfere à irritação, chega o problema: o sentimento nos invade e esfumaça a razão.

Há um assunto que está pendente com você mesmo, não com os demais. Você deve resolvê-lo e, provavelmente, precisará de ajuda para isso. O que está esperando? Com ThetaHealing® é possível descobrir o que está causando a sua irritação, que por muitas vezes é algo que você não se deu conta.


Emeli Scabeni atende na região sudoeste do Paraná, nas cidades:

  • Pato Branco: Honraria Barbearia Premium;
  • Coronel Vivida: Espaço Benessere;
  • Chopinzinho: Equilibrium Estética e Terapias Integradas.

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